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Crítica | Marvel’s Os Defensores

Finalmente chegou o momento de falarmos sobre a série mais esperada da Netflix para o mundo dos quadrinhos!

A Marvel Entertainment fez uma parceria plausível com a Netflix e ABC, para juntas, produzirem séries de personagens secundários de seu universo dos quadrinhos. O objetivo, era primeiramente lançar séries derivadas de cada personagem, para que no final de tudo conseguissem uni-las em apenas uma série especial (algo semelhante aos Vingadores no Universo Cinematográfico da Marvel Studios).

Após o lançamento das duas temporadas de Demolidor; Jessica Jones; Luke Cage e Punho de Ferro, a Netflix fecha com chave de ouro Os Defensores (“Marvel’s The Defenders”, do inglês) para unir estes quatro protagonistas numa só trama. Lembrando, o que virá a seguir poderá conter SPOILERS, portanto, é um aviso prévio.

Para assistir Os Defensores, você deve acompanhar as séries anteriores à principal, para que conheça cada personagem. Principalmente dando um foco à Demolidor e Punho de Ferro, pois estas duas fazem conexão direta à antagonistas e ao próprio contexto da série. A série começa apresentando logo de cara Danny Rand (Punho de Ferro) e Colleen Wing em busca do líder do Tentáculo, que tanto nos quadrinhos como na série, é definida como uma organização de ninjas místicos, do qual são imortais e habilidosos.

A propósito, a coreografia inicial não está muito bem feita, e também é perceptível alguns erros de movimentação dos figurantes. Após isso, temos a primeira aparição da Elektra, já ressuscitada (desde o final da segunda temporada de Demolidor), sendo a principal antagonista da história.

Então temos um episódio simplório, apenas para explanar e fazer uma transição do que ocorre na vida de cada herói, logo após seus últimos conflitos. Luke Cage, fica na prisão após derrotar O Cascavel, mas tempos depois é libertado e volta a agir como um “herói de aluguel”. Matthew Murdock continua com sua vida, trabalhando como advogado, mas abandona o papel de “Demônio de Hell’s Kitchen”, logo após perceber que a criminalidade da cidade havia diminuído bastante. Jessica Jones desiste da Alias Investigações após derrotar Killgrave, mas devido a sua fama em correr atrás de casos sem autoria militar, ainda é perseguida por diversas pessoas que necessitam de sua ajuda.

Assim conhecemos a líder do Tentáculo, Alexandra. Após uma ressonância magnética, ela percebe que está com uma doença terminal, e isto é um fato de deixar qualquer pessoa amedrontada. Com Alexandra, isso não foi diferente. Para aproveitar seus últimos momentos, ela queria (no imediato) por seu plano de domínio do Tentáculo sobre Nova York em prática. Em relação a atuação da Sigourney Weaver como Alexandra, podemos dizer “sim” de que é excepcional! Ela consegue entregar em tela sua vilania momentaneamente, mas também o seu instável lado humano sobre sua criança (Elektra). Infelizmente, era esperado mais tempo da personagem, e na série, isso acaba se extinguindo antes mesmo dos últimos atos.

Como a série tem apenas oito episódios, você não precisa esperar muito tempo para finalmente ver a interação destes personagens. A partir do segundo episódio, tudo já começa a agir sobre a cidade e cada personagem é motivado a seguir atrás do problema. E da forma mais simples possível, eles acabam se encontrando coincidentemente por estarem procurando solucionar o mesmo caso. Pra quem não sabe, Luke Cage e Danny Rand são grandes amigos de aluguel nos quadrinhos e quando um dá de cara com outro, você percebe que valeu a pena esperar quase três anos para ver esses dois personagens juntos numa adaptação. É o mesmo exemplo de empolgação ao ver todos os Vingadores se unindo, mas em uma série. É divertido também quando Matt vai até Jessica Jones e ela o recebe da forma mais rude. Com o tempo, os quatro vão se identificando com o propósito e ao perceberem que juntos são uma arma poderosa, se unem como Defensores e partem diretamente para enfrentar o Tentáculo.

Para não ser tão específico dos episódios, vamos separar pontos:

Sobre os protagonistas: a atuação de Charlie Cox como Matt e Demolidor continua perfeita, e não tendo mais dificuldades em seguir a identidade do personagem, já que trabalha com isso a muito tempo. Como a Jessica Jones só sabe ser arrogante, não deve ser muito trabalhoso da parte da Krysten Ritter em ingerir a personagem, mas faz isso sucessivamente. Assim como sua própria série, a atuação de Mike Colter como Luke Cage não é muito boa em Os Defensores, mas seu esforço para o personagem melhorou. Já Finn Jones, fez uma atuação não agradável em Punho de Ferro, mas nessa série, ele ganhou mais visibilidade e soube fazer perfeitamente o papel.

A tonalidade da série é boa, e foi uma atitude aceitável em diminuírem sua carga por momentos, do qual todos os quatro ficam unidos. Tanto na interação, quanto na batalha. A trilha sonora nunca é um ponto forte quando falamos de uma série, mas a trilha principal de Os Defensores (tocada na abertura também) eleva sua empolgação enquanto assiste ao episódio. A coreografia continua sendo um motivo de alto grau para botarmos um contra nas séries da Netflix e Marvel. São erros brutos e notáveis, que acaba tirando toda realidade dos golpes e socos nas cenas de ação. A parte que realmente incomodou mais, foi na primeira ida ao edifício “ninho” do Tentáculo. Dá pra visualizar constantemente a preguiça dos protagonistas ao atingir todos os figurantes.

Os personagens secundários de cada série são colocados em tela também, mas alguns são importantes, já outros não. Os que realmente tiveram uma grande atenção para a história foram: O Stick (treinador do Demolidor), a Misty Knight (tenente que ajuda o Luke Cage) e a Colleen Wing, que luta ao lado de Danny Rand para derrotar o Tentáculo.

Desde Demolidor, Stick é conhecido por ser um velho severo e manipulador, mas instrutor também. Na nova série, ele faz este mesmo papel, mas como se fosse um Nick Fury da Netflix. Já Colleen e Misty, tem uma grande aliança nos quadrinhos, e Os Defensores entrega uma chave da qual futuramente essas duas personagens possam ter uma série própria das ‘Filhas do Dragão’. Seria algo plausível da Netflix. Já outros como Foggy, Trish, Claire e Karen também são mostrados em cena, mas sem grande relevância na história. Como dito anteriormente, a Alexandra é a segunda antagonista em Os Defensores, porque a Elektra é a grande arma inimiga. Em quesito de atuação da Élodie Yung, ela não põe muito diálogo na maior parte da série, mas consegue entregar um bom papel “silencioso” e exerce uma ótima vilã, mas com seus declínios.

A série é muito boa, podem assistir à vontade. Ela funciona do jeito que deve ser, sem complexabilidade na história, com um tom divertido e com boas cenas de ação. Lembrando de que esta é uma opinião pessoal, então sempre tirem suas próprias conclusões, por mais que leiam ou escutem o ponto de vista de outra pessoa ou veículo de imprensa. Marvel’s Os Defensores já tem sua primeira temporada disponível na Netflix, com um total de 8 episódios.

Avaliação:

Já assistiu?

Victor Emannuel
Da forma minuciosa possível, eu apenas sou um Geek amante de livros, séries, games, quadrinhos e filmes. Vivo de edição, atuação e programação semiprofissional, mas ainda creio que chegarei a um alto patamar da minha carreira.