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5 lições que aprendemos com Anne Shirley

Enquanto a segunda temporada de “Anne with an E” não chega, que tal relembrar as preciosas lições que aprendemos com nossa princesa de Greengables?

1 – “Meninas podem fazer tudo o que meninos fazem”

Quando a senhora Shirley se decepcionou com o engano que fizeram ao mandarem do orfanato uma menina ao invés de menino, o primeiro argumento que ela usou para querer devolver Anne foi dizer que precisava de ajuda em trabalhos pesados e “braçais”. Nossa querida Anne, prontamente, deu-lhe uma réplica ao afirmar com fervor que “meninas podem fazer tudo o que meninos fazem”. Ela disse que, inclusive, poderia fazer ambas as coisas. Que seria uma espécie de “dois em um”, já que poderia ajudar tanto na fazenda quanto nas tarefas domésticas.

2 – O jogo do contente

Assim como a famosa e clássica Pollyana, Anne também possui uma espécie de jogo para espantar os dias ruins. Ao invés de se concentrar nos problemas, Anne inventa histórias e versões de si mesma em situações completamente diferentes. Dessa maneira, ela se concentra nessa “outra Anne” e a tristeza vai embora pelo menos por aqueles poucos, porém significativos, momentos de imaginação.

3 – Você disse bela, recatada e do lar? Tô fora, pego meu diploma de literatura e vou embora.

Quando Anne entrou na escola, tudo parecia curioso demais, as possibilidades pareciam infinitas. No entanto, a escola não era (e mesmo em 2017, ainda não é) como deveria ser: um ambiente para explorar a criatividade, romantismo e filosofia de maneira libertária, não castradora. Anne não se adaptou, não só por isso, mas por ter sofrido bullying das meninas por ser o oposto do padrãozinho estabelecido de garota: a famosa bela, recatada e do lar. A que mede as palavras, se comporta como uma princesa, etc. No entanto, ao se consultar com um padre sobre o que deveria fazer, a declaração que ele fez foi forte o bastante para que Anne levantasse, sacudisse a poeira e voltasse à escola de cabeça erguida; o padre havia lhe dito “Mulheres não precisam ir à escola para cuidar da casa”.

4 – Sem papas na língua

Anne definitivamente não foi feita para se calar. Ela parece uma doce e amorosa criança, mas quando lhe pertubam o juízo, não se demora para dar as melhores respostas. Quando falam sobre seus cabelos ruivos, sobre sua magreza fora do padrão estético, ela devolve sempre com um defeito da pessoa que lhe ofendeu. Como se mostrasse que todos têm defeitos, que é melhor cada um olhar para si antes de questionar o outro. E o mais importante: na maioria das vezes, Anne não escolhe um defeito físico para ofender, mas um defeito moral, como: “A senhora é grosseira e mal-educada”. E isso já diz tudo.

5 – O coração de uma criança

Anne, apesar da personalidade enérgica e forte, possui um coração bom o bastante para perdoar. Diversas foram as vezes que Anne esqueceu-se de guardar rancor para então ajudar aqueles que antes lhe haviam causado sofrimento. Durante o incêndio da casa vizinha, Anne corajosamente se meteu lá para salvar quem ainda não havia conseguido sair; em outro momento, cuidou de outra vizinha enferma quando mais ninguém estava disposto para tal. Isso mostra que Anne é apenas uma criança que vê o melhor em todo mundo e acredita que seu pequeno universo pode se transformar num grande reino recheado de flores, abraços e sorrisos.

Enquanto 2018 não chega com a segunda temporada, vale a pena rever todos os episódios e morrer de amores por Anne como se fosse a primeira vez <3

Clari Maga
Publicitária, escritora e cinéfila de carteirinha