Artigos Quadrinhos

Quebrando a quarta parede #03: Jane Foster

De enfermeira para deus do Trovão!

Não precisa me contar! Estou ciente da opinião dos fãs de quadrinhos. Quando vocês pensam em Jane Foster, a primeira coisa a transparecer em seus pensamentos é a interpretação de Natalie Portman nos dois filmes solos de Thor no Universo Cinematográfico Marvel. Convenhamos que ela é uma excelente atriz e seu potencial de atuação não foi necessário para um simples interesso amoroso do deus do Trovão. Mas permita-me desconstruir esse conceito de donzela em perigo atribuído a minha pessoa através da história em que tomei possei de Mjolnir! Sim, sou mais que uma donzela em perigo!

Já passei para várias fases na Casa das Ideias: de uma simples enfermeira, mãe: progenitora dos filhos de Thor, assim como já até me fundi com a Lady Sif. No entanto, quero surpreendê-los com a história de como me tornei THor, título concedido pelo próprio filho de Odin. Bem esse filho de Odin, em ocasião, estava em uma de suas batalhas cósmicas contra Gorr, o carniceiro dos deuses. Paralelamente, eu também estava lutando pela minha vida: fui diagnosticada com câncer de mama. Apesar do meu estado de saúde, aceitei o convite de Thor para representar Midgard em um conselho intergaláctico (Congresso dos Mundos de Asgard). Poderia ter feito bom uso da terapia mágica proveniente de Asgard, contudo a recusei.

“Enfermeira, me diga a verdade. Existe realmente um deus do trovão sem camisa na minha frente ou eu morri e fui para Valhalla?”

“Jane Foster, não é tempo para brincadeiras”

Bem, vocês devem está pensando: para que me torne Thor, o verdadeiro deus do trovão teve que perder a posse de seu martelo de combate. Sim! O deus de cabelos loiros se tornou indigno de empunhar Mjolnir após uma batalha com um dos mais famosos personagens da Marvel: Nick Fury. Após essa batalha, tanto o ex portador de Mjolnir como a arma mortal habitaram o solo lunar. Por que Thor se manteve na Lua por tanto tempo? Ele não conseguia aceitar a sua perda. Mjolnir era quase como uma extensão de seu braço! Entretanto, o tempo é o senhor da razão, após a partida de Thor do satélite terrestre, empunhei o martelo assim com uma vez o Rei Arthur foi capaz de retirar Excalibur de uma rocha em solo inglês! Empunhar uma das maiores armas do universo 616 da Marvel melhorou e trouxe mudanças para o meu corpo, outrossim o fato de já ter assistido Mjolnir sair vitorioso de várias batalhas acelerou o processo de aprendizagem do uso do martelo! Vi, reproduzi o que vi e aprendi!

A posse de Mjolnir me trouxe responsabilidades: logo me vi diante de um plano maléfico de Malekith e dos Gigantes de Gelo com o propósito de trazer o rei dos segundos de volta à vida. Nessa nova responsabilidade, meu caminho também se cruzou com o de Thor, o qual exigiu o seu martelo de volta. Não obstante, mesmo sem saber minha identidade, mas impressionado com minhas habilidades de luta, o mesmo aceitou que o Mjolnir tinha uma nova dona e com uma benção, além da passagem do título de Thor, nossos caminhos se separaram. O deus trovão agora era conhecido somente por Odinson. Desde então, carrego esse título no Universo 616, chegando a integrar a equipe dos Vingadores! Meu nome é Jane Foster e eu sou Thor!

Quebrando a Quarta Parade, sempre às terças-feiras, trazendo um herói diferente para você!

Ângelo Valentin
Um poeta se aventurando como crítico de cinema!