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Crítica | Em Ritmo de Fuga

Baby (Ansel Elgort), é um jovem com problemas de audição que precisa passar o tempo inteiro ouvindo música para conter o zumbido em seu ouvido. Devido a sua dívida com Doc (Kevin Spacey), um criminoso que elabora roubos de alto escalão, Baby é coagido a trabalhar como motorista de seus assaltos para proteger quem ama.

No comando de Edgar Wright, um dos roteiristas de Homem-Formiga, Baby Driver (Em Ritmo de Fuga) possui sequências de ação muito bem dirigidas e frenéticas. O ritmo é muito bem balanceado durante todas as cenas de perseguição, não deixando a desejar no trabalho de câmera e na velocidade das cenas, deixando seus telespectadores imersos na trama. Há ainda uma divertida e fantástica trilha sonora que se faz presente em todo o filme.

Ansel Elgort tem uma interpretação descontraída e empática, não falta carisma em sua atuação, o que traz o público para mais perto do conflito do personagem. Kevin Spacey está excelente em seu papel, ele passa uma familiaridade e segurança muito palpáveis, além de conseguir transitar entre mafioso ameaçador e criminoso em declínio.

Infelizmente, o filme carrega muitos estereótipos de criminosos que estamos cansados de ver nas telas de Hollywood, além de se perder em momentos extremamente clichês em termos de roteiro e enredo. Porém, essas falhas não tornam o filme um desperdício de tempo, há muito o que se aproveitar e retirar de divertido e interessante do longa.

Em Ritmo de Fuga é um filme que trabalha seus momentos de auge muito bem, tem um protagonista inovador e uma dinâmica entre vilão e mocinho que funciona de maneira espetacular, fotografia interessante com cores bem vivas e algumas cenas capazes de render boas risadas.

O filme irá estrear nos cinemas na próxima quinta-feira (27/07).

Lara Arruda
Maníaca por arte e cinéfila assídua.