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Crítica | Como se tornar um conquistador

Um filme com técnicas simples, mas que rende boas risadas.

Dirigido pelo estreante, Ken Marino, o filme “Como se tornar um conquistador”, apesar de ter um inicio um tanto monótono e um pouco sem graça, tem uma crescente no decorrer bastante interessante, se tornando sim, um filme engraçado e que consegue cumprir com sua promessa de ser divertido.

A trama protagonizada incrivelmente pelo ator mexicano Eugenio Derbez que interpreta Máximo, um gigolô por profissão,  por muitas vezes exagerada, que ora caminha por um humor irônico consegue trabalhar bem com o clichê da sua premissa. A química entre os atores Eugenio Derbez, Salma Hayek (que interpreta Sara, irmã mais nova de Máximo) e o pequeno Raphael Alejandro ( que faz Hugo, o sobrinho do protagonista) é uma das melhores partes do filme, pois os três no quesito ‘atuação e humor’ não deixam faltar nada.

Dando um destaque ao carisma do ator mirim Raphael Alejandro que encarou seu personagem de uma forma madura e conseguiu trazer um afeto maior logo de cara a quem assistia, trazendo ainda mais um tom agradável para o filme, diferente do protagonista que apesar de ser bastante engraçado tem um aspecto um tanto exagerado, o que pode fazer com que o público demore pra ganhar empatia com o mesmo.

Outro destaque que vale ser ressaltado é a trilha sonora, que consegue ser bastante envolvente e que traz um estilo particular para o longa, com músicas na sua maioria, de origem latinas e divertidas.

Como novato em longas-metragens, Ken Marino consegue dar algumas escorregadas, mas também tenta levar humor à maioria das cenas, principalmente do meio até o seu final. O ponto principal do filme, é a mensagem sobre laços familiares e a sua importância sendo abordada de uma maneira bastante singular.

O filme chega aos cinemas brasileiros em 27 de julho.

Camila Cabral
Estudante de Jornalismo, apaixonada por tudo que envolve o misticismo, cinema e música.